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English text first /
Texto em português ao final do post
Today I’m putting my money where my mouth is and launching a new project — a book focused on game history outside of the usual US-based perspectives.
The de-centralization / de-colonization of video game history has been debated for at least a decade now in the English-speaking academia, with several works trying to provide a more global perspective — such as Video Games Around the World, Video Games and the Global South, Gaming Globally, Cultural Code, Game History and the Local, among others.
Unfortunately, mainstream conversations remain dominated by the same perspectives and biases, presenting what happened in the US (in an idealized & sanitized form) as the default. This is aggravated by how the many excellent books, articles, podcasts and videos that dive into other realities rarely ever get translated into English and other languages, making them hard to access. Everything outside of the US becomes “local”, even if it’s actually more representative of global gaming.
But the point here is not to dwell on the causes, nor to present a magical solution where I solo US cultural hegemony.
Instead, I want to help create something that will bring information & joy to those who already care about a wider gaming landscape — and hopefully convert a few more along the way. As such, the goal of this project is to create a book that is accessible and impactful. Not a deep dive, but rather an exciting glimpse at different landscapes and a roadmap for further exploring.
The book will have an accessible language and rich visual presentation, focused on celebrating these scenes & histories. It will be a 100% free ebook, which hopefully will become a physical book later, just like the CRPG Book (unlike the CRPG Book, I’ll make it easy to translate :P).
But while the CRPG Book was created entirely from volunteer work, for this project I’ve set aside a personal fund of a few thousand dollars to fund quality writing from fresh new voices, outside of the usual bubbles and biases.
As such, this book announcement is also a “call for papers” — please send me pitches at [crpgbook at gmail dot com], with a short summary of your idea and examples of previous writing.
If your pitch is accepted, I will pay 300 USD for the final article. It should be well-researched, citing references, and roughly around 3,000-5,000 words (that can be discussed). We can also discuss payment forms. I ask for a perpetual but nonexclusive license to the article — it’s fine if you later publish it somewhere else. It’s also fine if it’s based on an article / podcast / video / essay you previously published.
OBS: If you do not feel confident in your English skills, we can discuss having a translator 
Before you pitch, please read this article as the sort of “manifesto” behind this project: https://medium.com/@felipepepe/the-gentrification-of-video-game-history-dfe11f1e08ae
And here’s some examples of what I’m looking for:
- https://chaoyang.substack.com/i/51675014/the-decade-of-the-electronic-dictionary
- https://felipepepe.medium.com/how-a-25-year-old-german-mmo-became-a-pok%C3%A9mon-fangame-6ac8d60c4442
- https://www.youtube.com/watch?v=MtXxH2JH9OU
I will personally fund at least 10 of these. Feel free to pitch any topic, but please remember that the focus is on scenes, cultures and modes of play outside of North America (preferably in the so called “Global South”) and that this isn’t a project about reviewing individual games, nor is it for academic essays.
Here’s a few suggestions of topics I would like to dive into but, again, feel free to suggest other topics – the whole point is to expand our horizons:
- MUDs in China (笑傲江湖之精忠报国 & 萬王之王)
- Browser games in Russia (Бойцовский клуб)
- A comparison of “localized” GTAs around the globe (GTA Rio, Manilla, Iran, etc)
- Paraguay as Taiwan’s proxy & a piracy hub for Latin America
- LanHouse / CyberCafés / Internet cafés / Locadoras and consoles-turned-arcades
- ゲームアツマール
- Hangame / 한게임
- Chinese Paladin & CDramas
- The history of Palace Intrigue games
- Hayoola
- PS2 mod chips
- Global South cracker / piracy scenes (like how camelôs got games in the 90s/2000s)
- Webtoons & Mobile game tie-ins in Korea
- Bootleg / hacked games for mobile (like GTA Motovlog, GTA SAMP)
- PC game magazines with full games & big publishers doing dumping in the 3rd world
- Pirate / Private MMO servers & how they change play (for example, 9999%xp servers / “Mu Louco”)
- PokéTibia
- BYOND
- The history of Sports game in India
- Bomba Patch & Latin America
- BBS Door Games outside of North America
- Kongregate and other huge Flash portals
- Otome games / browser games “for girls”
- Bootleg translations from English (for example, Skyrim in Portuguese)
- Hattrick & local clones
Finally, please understand that this is something I am doing on top of a busy full-time job. The CRPG Book took 4 years to get released. Payments will be handled as quickly as possible, but email replies & the book’s production might take time. There’s no tentative release date.
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Post em português
Com muita alegria venho anunciar um novo projeto — um livro focado na história dos video games fora da perspectiva e viés estadunidense.
O domínio da perspectiva norte-americana no registro da história dos video games não é novidade. Mesmo na hora de falar sobre jogos e empresas japonesas, os autores e perspectivas dominantes são quase todos dos EUA. No mundo acadêmico, a pressão por uma descentralização/descolonização da história dos video games vem crescendo, com vários trabalhos tentando fornecer uma perspectiva mais global — como Video Games Around the World, Video Games and the Global South, Gaming Globally, Cultural Code, Game History and the Local — sem contar o trabalho de pesquisadores brasileiros, como Ivan Mussa e José Messias.
Infelizmente, no dia-a-dia a perspectiva estadunidense vem dominando cada vez mais, apresentando o que aconteceu nos EUA (de forma idealizada) como o padrão global. Vários fatores levam a isso, de influencers papagaios de gringo até a falta de acesso em português à conteúdos que mostrem outras realidades e perspectivas.
Mas o objetivo aqui não é ficar apontando o dedo, nem apresentar uma solução mágica em que eu mato no peito a hegemonia cultural dos EUA.
Em vez disso, quero ajudar a criar algo que traga informação e alegria para aqueles que já se interessam com um panorama mais amplo dos jogos — e quem sabe conquistar mais alguns pelo caminho. Portanto, o objetivo deste projeto é criar um livro que seja acessível e impactante. Não será algo denso como um trabalho acadêmico, mas sim um panorama de diferentes realidades e um guia para aqueles que quiserem explorar mais a fundo.
O livro terá uma linguagem acessível e uma apresentação visual de impacto, com foco em celebrar essas cenas e histórias. Será um e-book 100% gratuito, que espero que se torne um livro físico mais tarde, assim como o CRPG Book (ao contrário do CRPG Book, vou tentar fazer algo fácil de traduzir :P).
Mas enquanto o CRPG Book foi criado inteiramente a partir de trabalho voluntário, para este projeto preparei um pé de meia pessoal para financiar artigos de qualidade de pessoas do mundo todo, buscando perspectivas e informações fora das bolhas de sempre.
Assim, este post também é um “call for papers” — se quiser participar do projeto, por favor envie uma proposta de artigo para [crpgbook arroba gmail ponto com] com um resumo da sua ideia e exemplos de textos que mostrem sua escrita.
Se sua proposta for aceita, pagarei 300 dólares pelo artigo final (cerca de 1.500 reais). O artigo deve ser rigoroso e citar fontes, tendo por volta de 3.000 a 5.000 palavras (isso pode ser discutido). O pagamento será por direito de uso perpétuo sobre o artigo, mas não peço exclusividade — tudo bem se você publicar ele em outro lugar, ou mesmo se ele for baseado em um artigo/ podcast /vídeo de sua autoria que já tenha sido publicado. Ele pode ser enviado em português ou inglês.
Antes de enviar sua proposta, por favor leia este artigo – ele é uma espécie de manifesto por trás deste projeto: https://felipepepe.medium.com/a-coloniza%C3%A7%C3%A3o-da-hist%C3%B3ria-dos-video-games-b31cef692ad2
E aqui estão alguns exemplos do que estou procurando:
- https://chaoyang.substack.com/i/51675014/the-decade-of-the-electronic-dictionary
- https://felipepepe.medium.com/how-a-25-year-old-german-mmo-became-a-pok%C3%A9mon-fangame-6ac8d60c4442
- https://www.youtube.com/watch?v=MtXxH2JH9OU
Eu pagarei pelo menos 10 desses artigos. Fique à vontade para propor qualquer tema, mas lembre-se de que o foco está em cenas, culturas e modos de jogar fora da América do Norte (de preferência no chamado “Sul Global”) e que este não é um projeto para analisar jogos individuais nem para ensaios acadêmicos.
Abaixo estão algumas sugestões de tópicos que eu gostaria de explorar. Novamente, sinta-se à vontade para sugerir outros tópicos — o objetivo é expandir nossos horizontes:
- MUDs na China (笑傲江湖之精忠报国 & 萬王之王)
- Jogos de navegador na Rússia (Бойцовский клуб)
- Uma comparação entre GTAs “localizados” ao redor do mundo (GTA Rio, Manilla, Irã, etc.)
- Paraguai, Taiwan e bootlegs na América Latina
- LanHouse/CyberCafés/Locadoras de jogos como centros de socialização
- ゲームアツマール
- Hangame / 한게임
- Chinese Paladin e Dramas Chineses
- A história dos jogos de drama palaciana
- Hayoola
- Chips mod PS2
- Cenas de crackers/pirataria no Sul Global (por exemplo, como os camelôs obtinham jogos nos anos 90/2000)
- Webtoons e jogos para celular na Coreia
- Jogos piratas/hackeados para celular (GTA Motovlog, GTA SAMP)
- Revistas de jogos para PC com jogos completos e dumping de publishers estrangeiras
- Servidores MMO piratas/privados e como eles mudam o jogo (por exemplo, “Mu Louco”)
- PokéTibia
- BYOND
- História dos jogos de esporte na Índia
- Bomba Patch & América Latina
- BBS Door Games fora da América do Norte
- Kongregate e outros grandes portais Flash
- Jogos Otome/jogos de navegador “para meninas”
- Traduções piratas do inglês (por exemplo, Skyrim em português)
- Hattrick e clones locais
Por fim, por favor entenda que este projeto é algo que estou fazendo em paralelo com um emprego bem puxado. Os pagamentos serão processados o mais rápido possível (viva o PIX!), mas as respostas por e-mail e a produção do livro podem levar tempo. Não há data prevista para o lançamento.






























